Conheça as principais regiões cafeeiras de Minas Gerais



O estado de Minas Gerais é o maior produtor de café do mundo. Apesar de obtermos ótimos cafés em todo o Brasil, é de lá que são produzidos os melhores e onde a maior quantidade de produtores se encontra. Justamente por ser um estado tão grande, foi dividido em quatro macrorregiões cafeeiras, sendo elas: Sul de Minas, Matas de Minas, Cerrado Mineiro e Chapada de Minas. As regiões foram estabelecidas pelo Governo do Estado de Minas Gerais por meio da portaria do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), no ano 2000. Dentro da região Sul, há outras microrregiões reconhecidas, como a Mantiqueira de Minas, Vulcânica e Campo das Vertentes.


Dados referentes à safra 2019/2020 apontam que o Estado de Minas Gerais produziu 34.647,1 sacas, ou seja, 55% da produção brasileira. O Sul de Minas é a região que mais produz café, sendo responsável por 55% da produção mineira e por 30% da produção nacional.


A Analista de Agronegócios da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG), Ana Carolina Alves Gomes, informa ainda que no Brasil há sete Indicações Geográficas para o café, sendo que três estão em Minas Gerais. São elas: Cerrado Mineiro, Matas de Minas e Campo das Vertentes - Sul. Além disso, há ainda duas Denominações de Origem reconhecidas: Cerrado Mineiro e Mantiqueira de Minas. Ela completa dizendo que, tanto a Denominação de Origem quanto a Indicação de Procedência, são maneiras de classificar a qual Indicação Geográfica pertence determinado café especial. “A Indicação de Procedência remete ao nome geográfico do país, cidade, região ou localidade de sua área que tenha se tornado conhecida como centro de extração ou produção de determinado produto ou prestação de serviço. A denominação de Origem vai mais além: refere-se também ao nome geográfico de país, cidade, região ou localidade que indique onde o produto ou serviço foi feito. A diferença são mais detalhes como qualidade, estilo e sabor, e se relaciona ainda à terra, às pessoas e à história da região”, explica.


Ela completa dizendo que, tanto a Denominação de Origem quanto a Indicação de Procedência, são maneiras de classificar a qual Indicação Geográfica pertence determinado café especial. “A Indicação de Procedência remete ao nome geográfico do país, cidade, região ou localidade de sua área que tenha se tornado conhecida como centro de extração ou produção de determinado produto ou prestação de serviço. A denominação de Origem vai mais além: refere-se também ao nome geográfico de país, cidade, região ou localidade que indique onde o produto ou serviço foi feito. A diferença são mais detalhes como qualidade, estilo e sabor, e se relaciona ainda à terra, às pessoas e à história da região”, explica.


TURISMO E CAFÉ


Por Minas Gerais ser referência no mercado cafeeiro mundial, o café mineiro tem como expoente o Concurso Estadual de Qualidade de Café. "No ano passado, tivemos notas acima de 90 pontos entre os campeões, além de cafés excepcionais e exóticos produzidos por agricultores familiares. O avanço de qualidade nas várias regiões de Minas realmente possibilitou o posicionamento do estado de uma forma diferente”, comenta o coordenador técnico estadual de Cafeicultura, Bernardino Cangussu.


As regiões de Minas também favorecem a união entre o café e o turismo, que tem aumentado substancialmente. E na região da Mantiqueira de Minas não tem sido diferente. Alan Fraga, sócio-fundador da Em Cantos do Café Especial, na cidade de Dom Viçoso, é um exemplo disso. “A ideia é atrair o turista para que ele se aprofunde em tudo que movimenta o café. Além disso, também queremos desenvolver mais a gastronomia, o artesanato, o teatro e a história do café como um todo. É um projeto inclusivo, que mobiliza a cidade e possibilita que os envolvidos divulguem os seus trabalhos, vendam seus produtos, além de promovermos o trabalho do pequeno produtor. A ideia é transformar a cidade em um polo, uma parada obrigatória no mundo dos cafés especiais”, explica.


Além disso, a Mantiqueira de Minas é referência em cafés especiais. Por isso, Alan reforça a importância da divulgação da região para a visibilidade do turismo cafeeiro: “A Mantiqueira de Minas é hoje um nome muito forte na produção de cafés especiais no mundo e temos a Denominação de Origem, certificada pela qualidade, o que nos posiciona muito bem. É uma região montanhosa, extremamente importante e isso se torna um atrativo por esse encanto das montanhas, da altitude, belezas naturais e, claro, pela produção de cafés mundialmente premiados. A ideia é sempre potencializar o turismo utilizando o café.”


OUTRAS REGIÕES


Não poderíamos deixar ainda de destacar outras regiões bem promissoras no Brasil, como a Alta Mogiana (congrega 15 municípios paulistas e oito mineiros, distribuídos em meio aos polos cafeeiros de Franca, Pedregulho e Altinópolis), Média Mogiana (a maior concentração de café fica em São João da Boa Vista), Montanhas do Espírito Santo (região montanhosa acima de 400 metros), Ourinhos e Avaré (cafés premiados apesar dos problemas de umidade relativa do ar), Norte Pioneiro do Paraná (fortes cooperativas, institutos agronômicos e de pesquisa e produtores empenhados para uma cafeicultura forte), além do Rio de Janeiro (papel histórico importante, pois foi onde se deu início ao cultivo do café brasileiro em grande escala), Bahia (as regiões produtoras são Planalto da Bahia e Cerrado da Bahia) e Rondônia (produção anual de aproximadamente 2 milhões de sacas e produção exclusivamente de café Conilon/Robusta). Outros estados produtores do grão no Brasil, que atingem até 200 mil sacas por ano, são: Pará, Mato Grosso e Pernambuco.


O consumo de cafés especiais cresce cinco vezes mais no Brasil do que o do café convencional. Segundo dados da BSCA (Associação Brasileira de Cafés Especiais), enquanto a expansão do mercado de cafés especiais chega a 15% ao ano, o convencional cresce apenas 3%. O fato é que, num país tão grande, cada região produz cafés únicos, de acordo com as condições climáticas, o solo e o cultivo, resultando em uma imensa e incrível variedade de sabores e aromas.