Futuro promissor para o café e bebidas quentes

Atualizado: 14 de set. de 2018


As vendas de bebidas estão subindo e alguns segmentos no setor de alimentos estão experimentando uma taxa de crescimento elevada com uma mudança contínua nas preferências dos consumidores. A crescente demanda por bebidas quentes nos países emergentes, juntamente com o lançamento de novas variantes de produtos, resultou em uma demanda global maior do que prevista.


Bebidas quentes, como café e chá, ajudam a elevar o humor dos consumidores e aumentam os níveis de energia. Essas bebidas têm alguns benefícios para o dia a dia, como o estímulo trazido pela cafeína aos apreciadores de café. O chá-verde, um tipo de bebida quente, auxilia na queima de gorduras, levando à melhora da reação metabólica do corpo.

Gosto, ingredientes, conveniência e preço representam os fatores mais influentes que determinam a demanda por esse tipo de consumíveis.


O tamanho do mercado de bebidas quentes dos EUA foi estimado em US$ 17,36 bilhões em 2017, e as projeções são de crescimento até 2025. A fim de conseguir um diferencial competitivo perante os concorrentes desse mercado, há tendência de associação de grandes marcas no setor alimentício com nomes consolidados na indústria de bebidas quentes.


É previsto o uso crescente de produtos gourmet, com atributos criados especialmente de acordo com os requisitos dos clientes diretos. Mudar as preferências dos consumidores em relação ao consumo de bebidas nutritivas sobre bebidas gaseificadas provavelmente impulsionará o crescimento.


É provável que a indústria tenha crescimento auxiliado pela conscientização entre a população jovem em relação aos benefícios para saúde do chá e do café. Podemos citar a redução de doenças relacionadas ao estilo de vida, como obesidade, pressão arterial, diabetes e outras.


Gigantes estão se preparando


Nestlé e Starbucks

O licenciamento acordado no valor de US$ 7,15 bilhões, concede à Nestlé direitos perpétuos de vender produtos da Starbucks, Best Coffee e Teavana fora dos estabelecimentos americanos. O negócio resultará na transferência de cerca de 500 funcionários da Starbucks para a Nestlé.


Coca-Cola e Costa Coffee

Após acordo de entre Nestlé e Starbucks, Coca-Cola aceitou comprar a Costa Coffee, segunda maior rede de café do mundo. O preço acordado foi de US$ 5,1 bilhões, segundo analistas, o valor foi maior do que o esperado, superando expectativas em US$ 1,3 bilhão. “O segmento de café é uma das categorias que mais crescem no mundo, e a Coca-Cola precisa expandir para café e bebidas quentes” – disse James Quincey, CEO da Coca-Cola.


Brasil

O Brasil é o maior produtor mundial de café, tendo colhido, em 2017, 44,9 milhões de sacas. As projeções para 2018 são de um crescimento de mais de 20%, chegando a um volume recorde de até 58,5 milhões de sacas, segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).


O aumento na produtividade foi beneficiado por técnicas mais eficientes de manipulação, que diminuem o impacto bienal nas safras. Isso porque, entre um ano e outro, o café precisa fazer sua recomposição vegetal, culminando numa alta produção em um ano e baixa no seguinte. Essa evolução ajudou as lavouras a ganharem escala.


Mediante às perspectivas futuras de crescimento no consumo de café, produtores e agentes inseridos no segmento, se antenados às constantes mudanças nas peculiaridades de consumo, podem participar da evolução econômica vigente.


Fonte: ABIC (Associação Brasileira da Indústria do Café)