Segundo Fórum Mundial de Produtores de Café reúne representantes do setor em Campinas

Atualizado: 1 de ago. de 2019


Terceira maior cidade do estado de São Paulo, Campinas recebeu, entre os dias 10 e 11 de julho, a segunda edição do Fórum Mundial de Produtores de Café (WCPF, na sigla em inglês). O evento reuniu mais de 1500 participantes de 30 nações cafeicultoras, entre eles representantes e especialistas da cadeia produtiva do café para debater, propor e buscar soluções para os inúmeros desafios que há pela frente.


Dentre os principais temas abordados durante o encontro, destacaram-se: a sustentabilidade econômica dos produtores, os níveis de produtividade, a inconstância do mercado internacional e o desafiante aumento de demanda para algo em torno de 50 milhões de sacas nos próximos 10 a 15 anos. Mudanças climáticas, temas ambientais e sustentabilidade econômica também mereceram muitas horas de conversas, palestras e debates.


A revista Café e Motivação marcou presença no evento, um dos mais importantes do mundo quando o assunto é café. Assunto, aliás, que desperta cada vez mais interesse, com a quarta onda do café batendo à porta.

Cenário atual


De acordo com Adelino Roberto Bernardes Semboloni, produtor da Fazenda dos Tachos, em Varginha, a “capital” do Sul de Minas e do café no Estado, o cenário não é dos mais favoráveis atualmente, mas ele enxerga o Fórum como uma oportunidade relevante para encontrar soluções para o setor. “Eu estou achando o evento excelente, já que está dando partida para ter modificações, pois estamos tendo dificuldades mesmo”, ressaltou o “pequeno produtor”, como ele se apresenta.

Semboloni enfatizou que sua produção é de cafés especiais, que tem um preço um pouco mais alto, e está “tentando” vender o produto já torrado e moído nos supermercados da região para “agregar valor” ao produto: “Acho que isso poderia ser tentado em nível maior, com um selo do café já pronto para exportação, como sugeriu um colombiano aqui durante o encontro”.


“O evento acontece em um momento muito adequado, pois é preciso mesmo buscar soluções e alternativas para mitigar esse tipo de situação, do produtor ficar ao sabor do mercado, ainda mais nesses tempos de preços em baixa”, destacou José Marcos Rafael Magalhães, presidente da Minas Sul, cooperativa, como o nome diz, da mesma região.