Reconhecimento cultural do doce de leite viçosa

Reconhecimento foi dado pela Assembleia Legislativa na última quarta-feira (19).


Foto: UFV/Divulgação


O Doce de Leite Viçosa conquista mineiros há anos pelo seu sabor incomparável e textura diferenciada. O produto, produzido pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) em parceria com a Fundação Arthur Bernardes (Furnarbe) foi reconhecido como interesse cultural de Minas Gerais pela Assembleia Legislativa na última quarta-feira (19).


Originalmente, o Projeto de Lei (PL) 632/2019 solicitava o reconhecimento do Doce de Leite Viçosa como um patrimônio imaterial do estado, mas, de acordo com o parecer da Comissão de Cultura da Assembleia, a atribuição de declarar patrimônio cultural é privativa do Executivo.


Foi aprovado pelo plenário em 1º turno o reconhecimento como de relevante interesse cultural o processo de fabricação do Doce de Leite Viçosa, e o projeto de lei agora volta para a Comissão de Cultura antes de seguir para o 2º turno.

A qualidade única do produto, reconhecida por dez vezes como o melhor do Brasil no Concurso Nacional de Produtos Lácteos, o transformou em um símbolo da cidade e, gradativamente, de Minas Gerais.


O reconhecimento é uma forma de enriquecer e sustentar um conjunto de esforços inovadores relacionados às necessidades da comunidade acadêmica da UFV, tendo em vista todo o apoio à formação profissional dos estudantes. O Doce de Leite Viçosa se tornou um capítulo à parte na história do Laticínio Escola - Produtos Viçosa.


Assim, pensar em Doce de Leite Viçosa é pensar em cultura, inovação, qualidade e em conquistas. O Doce não é apenas um produto ou sobremesa, mas uma representação da cultura mineira, que virou tradição entre amigos e familiares em todo o estado.


Doce de Leite Viçosa

O Doce de Leite Viçosa foi lançado no mercado em 1988 e desde 2001 é premiado.


No início, a distribuição do produto era apenas no refeitório da UFV e para o antigo supermercado da Furnarbe, começando de forma tradicional, simples e caseira. Era pensado para ser uma experiência afetiva a partir da apreciação, sendo um produto com nutrientes e, principalmente, saboroso. Desde o início foi pensado o tipo de processamento, a quantidade de açúcar e o tipo de resfriamento, que faria toda diferença para o doce agradar o paladar e proporcionar essa experiência que os produtores idealizavam.