Condições climáticas podem afetar a safra 2021/2022

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de café da safra 2020/2021, no Sul de Minas Gerais, deve ficar entre 17 e 17,8 milhões de sacas, o que representa um crescimento de até 27,3% em comparação à safra 2019. Em contrapartida, em função da bienalidade de produção, a estimativa para 2021/2022 é menor e a queda pode ser ainda maior devido aos fatores climáticos.


O professor do Departamento de Agricultura da Universidade Federal de Lavras, Rubens Guimarães, afirma que podem ocorrer grandes perdas para os produtores, ano que vem. Ele relatou também que a ocorrência de fatores climáticos adversos é frequente, como, por exemplo, o excesso de chuvas, frio intenso com geadas rigorosas, calor excessivo e secas severas. “Como se observou em 2014, a temperatura elevada e o déficit hídrico são as principais limitações climáticas à produção do cafeeiro nas diversas regiões de cultivo, tendo sido calculado um prejuízo de mais de 30% na produtividade esperada de café nesse ano”.


O produtor de café e pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Gladyston Carvalho, disse que as lavouras de café vinham em excelentes condições. No entanto, o clima alterou o cenário. “Neste momento, em que as colheitas estão sendo finalizadas, observamos um aumento nas temperaturas e no déficit hídrico, causando uma desfolha intensa. Além desses fatores, a desfolha foi agravada pela dificuldade de controle da ferrugem, principal doença desse setor. Apesar do verão ter sido com chuvas regulares, contribuindo para o bom desenvolvimento vegetativo dos cafeeiros, fica ainda a grande expectativa para o agricultor de como será a safra em 2021.”

Ressaltando que o impacto desses fatores nas lavouras em produção e em formação causam aumento na mortalidade de plantas jovens.