Cafeicultores compartilham experiências sobre técnica de fumaça para evitar impacto das geadas

Atualizado: 3 de nov. de 2021



Este inverno tem sido rigoroso em muitas regiões produtoras de café do País. Em julho, tivemos uma das geadas mais fortes dos últimos tempos, que queimou inúmeros cafezais principalmente em São Paulo e Minas Gerais. De olho nas próximas previsões, produtores têm buscado diferentes maneiras de diminuir o impacto das massas de ar polar sobre as plantas. A cortina de fumaça é uma delas.


A técnica consiste em colocar fogo em determinados locais da lavoura para que a fumaça mantenha o ambiente aquecido, evitando o congelamento da água sobre as folhas. "Essa alternativa surgiu levando em consideração a troca de experiências com outros produtores", conta a cafeicultora Aline Codo.


Sua propriedade, a Fazenda Coqueiros, localizada no município de Coqueiral (MG), no Sul de Minas, não foi afetada drasticamente pelas geadas do último mês, porém, para evitar possíveis danos, Aline decidiu realizar o teste da fumaça nos últimos dias. "Aqui na propriedade utilizamos uma mistura combinada entre palha de café, paus secos e óleo queimado. A ideia é que, após o abafamento das labaredas, fosse formada uma nuvem de fumaça que reduzisse a radiação térmica e mantivesse o calor sobre a área", explica.


Em São Paulo, no município de Monte Alegre do Sul, no Circuito das Águas Paulistas, o produtor Tuffi Bichara, da Cafezal em Flor Turismo e Cafés Especiais, também fez uso da técnica. Pegando referências de materiais divulgados por instituições agropecuárias de ensino e pesquisa, sua mista foi um pouco diferente: Tuffi utilizou uma combinação de serragem, nitrato de potássio (salitre chile) e açúcar. Em relação à técnica de proteção, ele analisa que o resultado é bem variável e depende de alguns fatores: "se houver vento não criará o efeito estufa desejado".


Fonte: Portal Café Point



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